crescer é tarefa que dá trabalho
processual, comunitário e com intenção: tem que querer e botar em prática
🎧 podcastinho
tem esse livro que mudou meu jeito de pensar por que a gente faz o que faz (e mudou minha vida pra sempre): nele o autor roman krznaric fala de 5 dimensões que dão sentido ao trabalho:
_dinheiro,
_status,
_fazer a diferença,
_usar nossas habilidades/nossos talentos,
_seguir nossas paixões.
ele diz que a gente tem trabalhado por dinheiro ou conquista de status, mas que deveria também estar ligada nos outros três, cata a pegadinha: dinheiro e status tratam o trabalho como meio pra um fim, e as três seguintes botam o trabalho como um fim nele mesmo.
tá claríssimo que o dinheiro é central em nossas realidades, mas querer gostar tanto dos processos quanto dos resultados que se quer conquistar tem um gostinho diferente -e olha, quem consegue experimentar isso daí vai ganhando repertório pra acessar quando escorrega, levantar e seguir ajustando, observando, ajustando um tico mais.
dá trabalho? dá demais. meu pastor ed rené kivitz diz que crescer é assim, essa tarefa que dá trabalho e que só acontece quando
_a gente entende que é processual, e que não acontece nem em feitiço nem em clique,
_que é comunitário/coletivo, que trocar com pares e pedir ajuda é fundamento,
_e que só acontece com intenção, tem que querer! mas não só: tem que querer e botar em prática,
e o pastor confirma que dói, mas embala essas ideias na confiança de que dói menos que a dor da infantilidade/da imaturidade.
tempos atrás presenciei uma cliente em dúvida num planejamento de comunicação, numa situação de desconforto -ela deu conta de sustentar esse incômodo, prestando atenção nas sensações que tavam rolando, até conseguir começar a rascunhar palavras pra dar cara e contorno ao que tava fazendo o desconforto acontecer. e daí surgiram tantos insights, tantos caminhos pra se perceber já afinando trajetória, tanta possibilidade mais certeira de não mais se sentir incomodada! mas né, teve que ficar tempo suficiente ali, bancar o nervoso pra prestar atenção em si, trabalhar por ela mesma (me achei sortuda de assistir, peguei pra mim demais! quero também conseguir, desejo que todas consigam 🙏)
esse livro ‘como encontrar o trabalho de sua vida’ eu li pela primeira vez em 2012, li de novo em 2018 e até hoje essas ideias me botam revisando escolhas, avaliando concessões, (re)construindo constantemente algum sustento emocional pra bancar incômodos que orientam trajetória melhor estruturada, caminhos menos turbulentos, algum jeito possível de estar no mundo hoje (esse mundo muitíssimo neoliberal 😣 desumanizador, des-identificador de pluralidades, esmagador de nossas singularidades)
que né, se falta dinheiro ou status, que a gente pelo menos se sinta envolvida nos processos (mesmo os doídos, que difícil!) motivada pelas nossas paixões, sentindo a satisfação sem tamanho que é usar os próprios talentos, recebendo de volta o impacto benéfico de fazer a diferença. pra compensar a dureza do pouco dinheiro/zero status (e assim, status pra que né pessoal?), que a gente tenha alegria nas nossas cotidianidades, que não se deixe engolir pela pressão de produzir e comunicar sem parar como máquina/robô 🫠 mas que reconquiste capacidade contemplativa, sinta o vento e o calor no rostinho :) abrace com mais frequência, se cuide.
e saber dessas coisas, só, não adianta: a gente tem que é fazer (por nós mesmas)!
no que eu puder oferecer suporte pra gente conseguir experimentar isso daí, conta comigo! (sempre prefiro assim merminho, juntas!)
um beijo carinhoso,
fefe
direto do meu próprio período de desconforto,
aqui entre me recuperar de cirurgia de desvio de septo e cuidar de um coração partido, enquanto prospecto novos trabalhos e boto energia em nossa escola de si 🪞 ✨ trago próximas oportunidades da gente estar junto, ó:
03/03 → aula online se vestir pra ser ouvida, com técnicas e práticas pra gente escolher roupa de dar aula, palestra, conduzir reuniões importantes, fazer apresentações, estar em evidência
12/03 → aula online como não ser chata online, pra gente nunca ter falta de assunto pra puxar em nossos encontros online e offline, botando pra jogo toda a nossa interessância
17/03 → aula online menos like, mais laço: um sistema de planejamento de comunicação offline (que, no fim, rende um jeito muito massa de abastecer o online ;-)
_ff no deepbeep → o lísias e o marcelo me convidaram pra montar uma playlist que tivesse a ver com a conversa que tivemos sobre ter voz autêntica, saber da gente pra falar da gente, nossos bloqueios em comunicação e um pouquinho de zueira e fofoca :)
_grupo de estudos da escola de si → tamos quase chegando no fim do grupo de verão já em preparo pra seguir no outono conectadas (entre a gente e também com essa nossa atividade comunicativa!), vem ver que massa -e venha também!
em grupo e em movimento: é assim que tenho dado conta de meus incômodos todos (querendo crescer!)
🗂️ links pra quem se interessa por comunicação pessoal:
🔗 sobre “desconforto criativo”, essa artista diz que a gente precisa ter fé que tem coisas invisíveis acontecendo nesse espaço entre o que a gente já sabe e o que ainda nem existe, assim: “desconforto é o terreno fértil do novo; sem ele nada extraordinário nasce”
🔗 um vídeo mostrando um conjunto de comandos pra inteligência artificial que pode dizer UM TANTO da gente, tipo uma sessãozona meio de terapia meio de planejamento estratégico 😮 combinei de pegar de 2 em 2 perguntas junto com uma amiga (ela também fazendo as dela) pra gente ir trocando -se der bom eu conto na volta, to animada!
🎸 vambora com aspas de estefânia torres,
artista têxtil que bordou essa preciosidade aqui:
“reencantar o cotidiano pra não precisar do excesso”






A coisa mais gostosa do dia é pegar um café e ler e ouvir sua news - que preciosidade! Obrigada por tanto.
Fernanda eu amo o que cê faz desde 2015! A musa da comunicação! 😘😘😘